Gradualmente as notícias tao esperadas sobre as politicas de investimentos na Zona do Euro vão surgindo para finalmente colocar a Europa novamente na rota do crescimento econômico.
A ajuda de 130 bilhões de euros direcionada para ativar as economias mais fragilizadas econômicamente é apenas o inicio do caminho que o bloco europeu deverá trilhar para solucionar esta crise, que toma proporções inimagináveis.
Com essas medidas os países do bloco europeu começam a ter as esperanças renovadas com a possibilidade de soluções dos principais problemas de desemprego e geração derenda crescente, de forma sustentável.
Este caminho a ser seguido, com mais incentivos futuros, era tudo o que os mercados financeiros esperavam para poderem voltar a ter a confiança necessária trazendo a reboque a volta dos investidores e suas carteiras de prazo mais longos.
A crise não acabou e vai durar ainda meses (ou anos ?) até que esta "saga" finalmente acabe.
ResponderExcluirA má notícia (repetida pela milésima vez) é a de que muitas vezes leva anos para um país se recuperar da ressaca de uma crise tal qual a atual. imagine-se, então, para um continente ...
Para a América Latina - uma região "promissoramente" emergindo - os anos 80 foram uma "década perdida". Brasil, Argentina, México e outros lutaram para pagar dívidas gigantescas que acumularam nos anos 1970. Observe que, em fotografias, o horizonte do Rio de Janeiro parece que ter sido "congelado" na década de 70. Há uma razão. A maior parte da infra-estrutura do Brasil foi construída durante a bolha de crédito dessa década, e depois, já na crise, o país foi praticamente bloqueado nos mercados de crédito internacionais durante a maior parte da década de 80 e 90.
Mas o assunto é a Europa.
Basta dizer que a Europa tem um caminho difícil pela frente. Mas para os investidores, a crise criou algumas oportunidades fenomenais. Veja-se que por causa do tamanho relativamente pequeno do mercado nacional (e em alguns casos, dos laços históricos do colonialismo), as empresas europeias sempre tiveram uma inclinação global. Muitas das melhores empresas da Europa são "européias" apenas no sentido de que as suas sedes estão localizadas na Europa.
Elas são é globais.
Tais empresas têm importância crescente na economia mundial, pois atuam na determinação dos fluxos de comércio internacional, bem como na localização industrial da regionalização da produção e da concentração de mão-de-obra e tecnologia avançada. Todavia, apesar da crença de alguns de que tais empresas transformaram-se em uma força independente que determina os aspectos políticos e econômicos internacionais, estas permanecem nacionais, isto é, embora operem em nível global, ainda assim têm por trás de si o Estado a apoiá-las. Ou seja, estas empresas são companhias essencialmente nacionais competindo ao redor do mundo.
Mas e daí ... elas são a salvação da Europa ? Claro que não.